In Minuto Sindifico

A reforma da Previdência, por enquanto, está suspensa

O governo  suspendeu, esta semana, a tramitação da reforma da Previdência por, segundo o Palácio do Planalto, não haver como superar o impedimento legal de que propostas de emenda à Constituição (PECs) sejam votadas durante a vigência de uma intervenção federal, como a que está vigorando na área de segurança no Rio de Janeiro.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), trata-se de uma tática diversionista: Trocar uma pauta negativa por uma positiva. Para ele, “nossos olhos devem ficar atentos aos movimentos das peças do xadrez. Até porque o governo pode voltar ao ataque depois das eleições”, enfatiza o parlamentar gaúcho.

O coordenador de Estudos Socioeconômicos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), Vilson Romero, completa o raciocínio: “As entidades de classe e a sociedade não devem festejar a trégua em torno da reforma da Previdência. O cenário pode se modificar depois das eleições, quando parlamentares que não concorreram ou não se reelegeram, não terão compromisso ou medo algum do eleitorado, e os que já se elegeram no campo conservador ou liberal também não terão preocupações com a urna”, observa Romero.

O presidente do Sindicato dos Auditores de Controle Interno do GDF (Sindifico), Jaran de Brito, endossa o alerta aos servidores públicos: “Temos que estar atentos a qualquer manobra inesperada do governo para ressuscitar o assunto. E se for preciso, voltaremos à luta pelos nossos direitos, que, aliás, é constante”, finalizou o presidente do sindicato.

Em tempo

Vale a pena registrar que, no ano passado, foi criada a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência no Senado. Tal Frente trabalhou por seis meses ouvindo técnicos, professores, doutores, economistas, trabalhadores, empresários, fiscais previdenciários, entidades, governo e parlamentares. E como as entidades de classe vêm comunicando às categorias e à sociedade civil, “a conclusão foi de que a Previdência é superavitária e não tem motivo para a reforma. O problema do sistema é de gestão, administração e fiscalização”, elenca o senador Paim, coordenador desse trabalho.

Fonte: Ascom/Sindifico/DF

Comments are closed.