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‘Sem crescimento, não há redução da desigualdade’, diz um dos pais do Real

Em entrevista, um dos pais do Real, o professor Edmar Bacha lembra os desafios de implantar o plano e critica atual política econômica

O economista e professor Edmar Bacha, peça central para a criação do Plano Real, que completa 25 anos, admite que havia uma expectativa infundada, durante o lançamento da mais longeva moeda do país, de que os principais problemas da economia seriam resolvidos depois da derrota da hiperinflação. “Achávamos que o país decolaria. Mas o buraco era bem mais embaixo”, diz. O motivo para a frustração: “O Brasil era um país mais complicado do que a gente achava”. No entender dele, se o governo não resolver a dramática situação das contas públicas, que passa pela reforma da Previdência, o colapso do país será iminente. Bacha diz ainda que, diante da calamidade do desemprego — mais de 13 milhões de pessoas estão sem trabalho —, o Banco Central poderia reduzir a taxa básica de juros (Selic), que está em 6,5% ao ano. “Será uma boa ajuda, mas não resolverá todos os problemas”, destaca. O professor é enfático: “Sem crescimento, não há como se falar em redução das desigualdades sociais”. Nos anos de 1970, auge da ditadura militar, ele criou o termo Belíndia, para  mostrar que o Brasil tinha uma Bélgica cercada por uma grande Índia. A decepção é que, desde então, nada mudou. A seguir, os principais trechos da entrevista.

 

 

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