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Número de pessoas físicas investindo em bolsas cresce 89% em 12 meses

A baixa recorde da Selic está empurrando recursos da renda fixa para o mercado de ações. Número de pessoas físicas cresce 89% em 12 meses e está perto de superar 1,5 milhão

O presidente da bolsa de São Paulo, a B3, Gilson Finkelsztain, mal celebrou a marca de 1 milhão de investidores na bolsa, no primeiro trimestre, e já prepara uma nova festa. Menos de seis meses depois de ultrapassar aquela marca histórica, nos próximos dias ela deve chegar, segundo ele, a 1,5 milhão de pessoas físicas que investem diretamente em ações.

A afirmação, feita durante a abertura de capital da rede varejista C&A, dias atrás, deverá ser confirmada até o fim da próxima semana. Em setembro, a bolsa atingiu 1,441 milhão de investidores, um avanço de 89% em 12 meses, período em que as ações listadas no Ibovespa tiveram alta de quase 30%.

“Diante de um cenário de juros baixos, esse movimento é explicado pela necessidade de buscar alternativas mais rentáveis para o dinheiro”, disse o executivo durante o evento. “O cenário de manutenção de juros baixos pelo menos nos próximos dois anos, além da entrada na bolsa de nomes conhecidos do grande público, como a C&A, ajudam a popularizar o investimento em ações”. Ontem, a bolsa de São Paulo atingiu novo recorde, com alta de 0,54%, aos 108.779 pontos.

Historicamente, as altas taxas de juros no país desencorajam o risco, com altas rentabilidades de renda fixa. Com isso, os juros nominais e reais se tornavam obstáculos ao avanço da bolsa de valores. Na última semana, após a 226ª reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros em meio ponto percentual. Agora, o índice está em 5% ao ano – o menor valor da série histórica do Banco Central, iniciado em 1986.

Fonte: Correio Braziliense

 

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